A Rede Abrolhos integra iniciativas de pesquisa, capacitação, formação de recursos humanos e gestão ambiental desenvolvidas por um amplo leque de instituições, incluindo órgãos gestores de diferentes esferas, organizações não governamentais, instituições locais de ensino (nível médio), universidades e institutos de pesquisa de três regiões brasileiras. A partir do grupo nuclear da Rede são agregados parceiros e agentes relevantes das esferas pública, privada e do terceiro setor.

Além de contribuir para o estabelecimento de patamares de referência e análises de tendências em áreas, a Rede Abrolhos tem desenvolvido mecanismos de Planejamento Sistemático para Conservação no sentido de determinar quais são as áreas-chave para a biodiversidade e as lacunas de conservação na região de Abrolhos, incluindo a modelagem de cenários para o estabelecimento de novas áreas de proteção e manejo.

A Rede Abrolhos é uma parceria entre as diversas instituições: incluindo a Universidade Federal do Espírito Santo, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Universidade Federal da Paraíba, Universidade Federal de Pernambuco, Universidade Estadual de Maringá, Universidade Estadual do Norte Fluminense, Universidade Federal do ABC, INPE e Conservação Internacional.

Responsável: Gilberto Amado Filho

As metas centrais

  • Produção de uma síntese, acerca da diversidade taxonômica e funcional em grupos chave no sistema recifal de Abrolhos, com ênfase em fagos, procariontes, protistas, algas, esponjas, cnidários, poliquetos, equinodermas e peixes;
  • Consolidação do mapeamento de habitats bênticos, caracterizando a dimensão e a cobertura de seus principais compartimentos estruturais, com ênfase naqueles mal conhecidos e/ou recém descobertos (e.g. bancos de rodolitos, recifes mesofóticos);
  • Compreensão dos fatores que influenciam a produtividade bacteriana, produtividade primária, produtividade do protozooplâncton e produtividade primária bêntica nos diversos compartimentos do sistema recifal de Abrolhos;
  • Avaliação da dinâmica das comunidades recifais (bentos e peixes) e os processos ecológicos que influenciam a resiliência dos recifes coralíneos nos diferentes habitas locais;
  • Descrição do ciclo reprodutivo e estabelecimento dos parâmetros populacionais das principais espécies de peixes recifais alvo da pesca, permitindo identificar corredores de conectividade demersal e habitats críticos;
  • Determinação das taxas de crescimento e de mineralização de CaCO3 das principais espécies de corais e algas calcárias incrustantes (CCA) in situ em diferentes áreas da Plataforma dos Abrolhos, relacionando-as as condições locais de temperatura, luz, nutrientes e alcalinidade;
  • Avaliação da tolerância de corais construtores a diferentes condições ambientais (e.g. eutrofização, acidificação e anomalias térmicas);
  • Consolidação de um programa de monitoramento das áreas recifais em Abrolhos, com a manutenção e instalação de novas estações de longo prazo, determinando assim a relação existente entre parâmetros físicos, químicos, geológicos com as taxas de colonização e a saúde dos sistemas recifais;
  • Incorporação dos dados gerados ao sistema de gestão da informação a ser implementado.
  • Parte das metas da Rede Abrolhos que já foram atingidas podem ser conferidas no sítio da REDE: http://www.abrolhos.org
  • A Rede Abrolhos é um sítio PELD (Programa Ecológico de Longa Duração http://www.cnpq.br/web/guest/apresentacao7, rede de sítios de referência para a pesquisa científica no tema de Ecologia de Ecossistemas do CNPq/MCT.

 

 http://www.abrolhos.org

 http://www.cnpq.br/web/guest/apresentacao7